quinta-feira, 3 de março de 2016

COM DEFEITO...

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A minha história é assim: sempre quis ser um monte de coisas, queria ser jornalista, psicóloga e lapidadora de joias, estudei um tantinho de inglês e espanhol, fui estudar as letras e depois decidi me formar em turismo. 

Trabalhei como agente de viagens, mas no fundo o que eu queria mesmo era ser do mundo, casei porque foi amor à primeira vista, pouco tempo depois nasceu a pessoa mais importante pra mim, daí é outra história, meu instinto falou mais alto e optei ser mãe em tempo integral. 

Mandei o trabalho às favas e comprei uma máquina de costura, ganhei do marido uma tesoura de alfaiate que é meu xodó, mamãe colaborou com uma grana pra comprar tecidos e o marido, de novo, ah! esse tadinho, meu grande incentivador, esse colabora até hoje.

Tive muitas ideias e ainda as tenho, mas nenhuma coloquei em prática por falta de recursos e coragem, essa última sempre falou mais alto, ajudei minha mãe a montar uma loja super bacana em meados dos anos 90 quando muita gente abriu um negócio, só que fechou junto com outros tantos um ano depois. 

A parte que decidi costurar foi quando lembrei que tive um vestido de patchwork que era um sonho pra mim, usei até gastar, mandei remendar porque achava que não poderia viver sem, mas um dia ele se foi de vez, fiquei com isso na cabeça.

Tentei costurar sozinha, atravessei a cidade pra tomar aulas, li muito, assisti muita gente costurando, li mais ainda e leio até hoje, consegui fazer coisas bonitas e vender. A parte de costurar outro vestido igual aquele eu desisti porque odiei as aulas de corte e costura. 

O feltro entrou na minha vida quando de tanto ouvir reclamação do barulho da máquina de madrugada entendi que se fosse de feltro poderia costurar até o sol nascer sem fazer barulho porque era tudo à mão. 

Daí por diante fui e voltei pro patchwork várias vezes, ainda não me decidi, quero fazer tudo ao mesmo tempo e nunca me especializei em nada, mas penso que quando eu ficar boa, vou ser boa em várias coisas ao mesmo tempo, nem que leve a vida toda.

Agorinha mesmo estava tentando terminar uma guirlanda, mas fico sozinha pensando com meus botões e deu vontade de escrever, coisa que faz muito tempo que não faço, mas depois eu volto pra terminar o enfeite. 

Enfim, pra tudo isso ter sentido explico que costurando eu coloco pra fora meu lado criativo, dizem que todos canhotos tem um lado artístico, cuido da minha vida e vejo meus trabalhos ganharem o mundo por mim! 

3 comentários:

  1. Mari, adorei o texto. Sabe que me vi em muitas partes. Também tenho esse faniquito de estar sempre começando coisas novas. O problema é que nem sempre termino, ou melhor, quase nunca termino nada. Tenho me policiado quanto a isto e tentando melhorar, mas o impulso de algo novo muitas vezes é maior...
    Eu tenho certeza que você ainda vai fazer muito patchwork e com toda a qualidade das coisas que você faz.
    Beijos e ótimo finzinho de semana.

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    1. É muita vontade pra pouco braço, né? Quisera ser um polvo, viu? rs Quando já tá tomando forma consigo imaginar tudo terminado e começo outra coisa, que coisa, né? Sou muito ansiosa.

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    2. Tão ansiosa que até esqueci de agradecer e te desejar um bom fds tb, acontece.

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